‘Você de novo, Kaíque?’: Preso que teve conversa amistosa com juíza é morto pela Polícia

Kaique surpreendeu Juíza por frequência de prisões em sequência

O jovem Kaíque Carlos de Souza Ribeiro, que ficou nacionalmente conhecido após surpreender uma juíza durante uma audiência de custódia, morreu em um confronto com a Polícia Militar na noite desta segunda-feira (24/11), na GO-222, em Inhumas, região metropolitana de Goiânia.

Segundo informações da polícia, Kaíque e outro homem — ainda não identificado — estavam em um veículo que transportava maconha quando foram abordados por equipes que já monitoravam o deslocamento da dupla. Ao perceberem a aproximação policial, os suspeitos tentaram fugir em alta velocidade. Durante a perseguição, o carro foi interceptado e, de acordo com os militares, os dois desceram armados e atiraram contra as equipes, que revidaram.

Os dois foram baleados e morreram no local. Com eles, a polícia encontrou 11 tabletes de maconha e dois revólveres calibre .38. Ambos eram investigados por envolvimento com o tráfico de drogas.

Reincidência e caso que viralizou

Kaíque ganhou notoriedade meses atrás, quando voltou a ser preso dias após uma detenção anterior. Durante a audiência de custódia, a juíza responsável se surpreendeu ao revê-lo e reagiu de forma espontânea com a frase: “Você de novo, Kaíque?”. O vídeo viralizou nas redes sociais e fez com que o caso se tornasse amplamente conhecido.

Além do histórico de tráfico, Kaíque respondia por homicídio, roubo e porte ilegal de arma de fogo. A polícia também aponta possível ligação dele com uma facção criminosa de atuação nacional.

PM reforça combate ao tráfico

Após o confronto, a Polícia Militar destacou que a operação fazia parte de ações contínuas de combate ao tráfico de drogas na região metropolitana de Goiânia. A corporação afirmou que o volume de drogas apreendido e o armamento encontrado reforçam a gravidade da atuação do grupo.

O caso segue em investigação para identificar outros envolvidos no esquema de transporte de entorpecentes e possíveis conexões com organizações criminosas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *